O Botafogo deu um passo significativo rumo a uma mudança histórica no controle de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A Eagle Bidco, empresa ligada a John Textor e antiga acionista majoritária, optou por não exercer seu direito de preferência na aquisição de novas ações emitidas durante o processo de aumento de capital social. Com o encerramento do prazo, o clube associativo agora tem a possibilidade de expandir sua participação para impressionantes 99,18% da SAF, diluindo a fatia da Eagle para meros 0,82%.
A informação, inicialmente divulgada pelo Canal do Anderson Motta e confirmada pelo ge, marca um momento crucial para o futuro da gestão alvinegra. A Assembleia Geral Extraordinária realizada em 24 de setembro aprovou a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias Classe B, com um prazo de 30 dias para que os acionistas realizassem aportes proporcionais às suas participações. Enquanto o Botafogo associativo tinha direito a 51% dessas novas ações, a Eagle poderia adquirir os 49% restantes. O clube social realizou um aporte de pouco mais de R$ 1 milhão, subscrevendo 102 milhões de ações, mas a Eagle deixou o prazo expirar sem manifestar interesse.
Agora, o Botafogo social dispõe de um novo prazo de cinco dias, a partir de domingo (25), para manifestar o interesse na aquisição das ações remanescentes. Caso o procedimento seja concluído, o clube associativo consolidará um controle quase absoluto sobre a SAF. Essa decisão da Eagle Bidco ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo John Textor e a administração da empresa, a Cork Gully. Segundo relatos, Textor alega que lhe foi proposta uma linha de crédito para adquirir as ações, mas sem garantias de titularidade, o que o levou a buscar decisões judiciais nos Estados Unidos, com intenção de homologá-las no Brasil.
Além de redefinir o controle acionário, a concentração de ações nas mãos do clube associativo pode facilitar futuras negociações para a venda da SAF. A potencial entrada de um novo investidor, como o empresário Gabriel de Alba, ligado à GDA Luma, poderia ocorrer de forma mais direta, evitando mecanismos complexos como o drag along. No entanto, a consolidação desse cenário ainda depende da finalização de todas as etapas societárias e jurídicas, mas o fato concreto é que a Eagle não exerceu sua preferência, abrindo um novo capítulo na história do Glorioso.



