O futuro de Artur, atacante emprestado pelo Botafogo ao São Paulo, ganhou um novo capítulo com as declarações de Marcelo Portugal Gouvêa, o Marcelinho, candidato favorito à presidência do clube paulista. Em entrevista à "Rádio Bandeirantes", Marcelinho foi categórico ao afirmar que o Tricolor não possui condições financeiras para arcar com os € 6 milhões (cerca de R$ 33 milhões) fixados como opção de compra no contrato de empréstimo, que se estende até dezembro de 2026.
O dirigente, no entanto, não descartou a permanência do jogador, que tem contrato com o Botafogo até o fim de 2029. "O Artur está desempenhando bem, mudou a função, chegou ao São Paulo estava jogando na ponta direita, agora ele está flutuando, jogando mais no meio, está armando, está com um pouco mais de liberdade. É importante que o torcedor saiba disso, eu tenho algumas informações e outras eu não tenho porque a gestão não é transparente, mas pelas informações que eu tenho o São Paulo não tem dinheiro para comprar o Artur, infelizmente", declarou Marcelinho.
Ele complementou, abrindo a possibilidade de diálogo: "Isso significa que ele vai embora? Não necessariamente, pode ser que eu tente renegociar com o Botafogo se o Botafogo tiver a intenção, se o jogador tiver a intenção de ficar e estiver dentro das nossas possibilidades financeiras. Por R$ 33 milhões de reais, seis milhões de euros, o São Paulo, pela informação que eu tenho, não tem condição de fazer essa compra".
Artur tem sido peça importante no esquema do São Paulo nesta temporada, acumulando cinco gols e cinco assistências em 32 jogos, consolidando-se como titular. A situação contratual do atacante, portanto, promete ser um dos primeiros desafios da nova gestão do clube paulista, caso Marcelinho seja eleito, e um ponto de atenção para o Botafogo, que detém os direitos econômicos do atleta.




