As icônicas arquibancadas do Estádio Caio Martins, que por muitos anos foi o lar do Botafogo de Futebol e Regatas, começaram a ser demolidas na última sexta-feira, 23 de outubro. A ação marca o início de um ambicioso projeto de construção de um reservatório de água com capacidade para 80 milhões de litros, destinado a combater os alagamentos na cidade de Niterói.
O projeto, com prazo de conclusão estimado em 36 meses, foi apresentado com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que ressaltou a importância da obra para a cidade. "Esse espaço abandonado e degradado vai ser transformado em um grande reservatório de 80 milhões de litros de água. É uma obra de 36 meses. Vamos derrubar a arquibancada, que está condenada. Depois da macrodrenagem, vamos fazer um grande parque público com quadra de tênis, quadra de vôlei e basquete. Uma área de convivência para Santa Rosa e Icaraí", declarou o prefeito, confiante na equipe de engenharia responsável.
A vice-prefeita Isabel Swan também destacou o impacto da intervenção. "Essa obra vai mudar Niterói. O Caio Martins é um símbolo da cidade, mas perdeu força ao longo dos anos e ficou abandonado. O projeto atual resolve um problema histórico de macrodrenagem do Rio Icaraí", afirmou.
O Caio Martins guarda memórias importantes para o Botafogo, tendo sido palco de jogos cruciais entre o fim do século passado e o início dos anos 2000, incluindo a campanha vitoriosa na Série B de 2003, sob a gestão de Bebeto de Freitas. O Glorioso deixou de gerir o complexo em Niterói em 2021, e o último jogo oficial do clube no estádio ocorreu em 2004, pelo Campeonato Brasileiro.



