Apesar do anúncio de John Textor sobre uma vitória judicial nos Estados Unidos, que ele alega reafirmar sua posse de 90% das ações da SAF do Botafogo, o clube carioca mantém uma postura de cautela e afirma que a situação interna não sofreu alterações significativas. Segundo informações do "Canal do Anderson Motta", a diretoria alvinegra considera a decisão americana sem validade imediata no Brasil e aguarda uma eventual homologação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que tenha algum efeito prático no país.
A prioridade para a SAF Botafogo, conforme relatado, é dar continuidade ao processo de transição para a GDA Luma. Fontes internas ouvidas pelo canal indicam que a decisão de Textor, embora esperada por ter sido uma repetição de ganhos anteriores sem recurso, não altera o cenário atual. A visão predominante é que o Botafogo possui argumentos e provas robustas, incluindo cláusulas contratuais que preveem a perda de ações em caso de descumprimento de obrigações pelo acionista majoritário, o que poderia levar à retomada dos 90% das ações pelo clube.
O clube tem se resguardado juridicamente para evitar que quaisquer movimentos de Textor sejam utilizados como prova contra o Botafogo. A cautela se estende a evitar a oficialização de um novo dono neste momento, a fim de não comprometer o andamento da recuperação judicial. A informação é que a diretoria está se protegendo legalmente de todas as formas possíveis, e a vitória de Textor nos EUA, por si só, não impactou a estrutura de poder ou as operações da SAF.
Paralelamente, a recuperação judicial do Botafogo tem apresentado progressos animadores. De acordo com informações recentes, o índice de aceite dos credores em relação à renegociação da dívida já se aproxima dos 50%, um avanço considerável em relação aos 40% anteriormente divulgados. A expectativa é que esse número continue crescendo, com o objetivo de alcançar uma aceitação recorde, o que traria maior tranquilidade ao clube na gestão de suas finanças e no cumprimento de seus compromissos.




