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Botafogo tem dívida de R$ 480 milhões e precisa vender jogadores

A SAF do Botafogo enfrenta um cenário financeiro desafiador, com uma dívida que atingiu R$ 480,6 milhões junto à GDA Luma, grupo ligado ao empresário mexicano Gabriel de Alba. A informação consta no quinto relatório mensal da administração judicial, protocolado nesta terça-feira (20). Para lidar com os compromissos financeiros elevados e garantir o fluxo de caixa, o clube alvinegro projeta receitas expressivas com a negociação de jogadores já no início de 2027.

Segundo dados divulgados com base no relatório judicial, a dívida com a GDA Luma teve um aumento significativo, passando de R$ 415 milhões em junho para os R$ 480,6 milhões em 31 de agosto de 2026. Esses valores foram disponibilizados ao clube por meio de financiamentos DIP (Debtor-in-Possession), uma modalidade comum para empresas em recuperação judicial que buscam recursos durante o processo de reorganização. Esse tipo de financiamento, que depende de autorização judicial, possui prioridade de pagamento. Atualmente, o compromisso com a GDA Luma representa cerca de 82% dos R$ 582 milhões em dívidas da SAF que não estão sob recuperação judicial.

O documento também detalha a necessidade de gerar receitas através da venda de atletas. As projeções financeiras indicam entradas de R$ 136 milhões em janeiro de 2027 e R$ 223 milhões em fevereiro de 2027, somando um total de R$ 359 milhões em receitas previstas para os dois primeiros meses do ano. É importante ressaltar que estes valores representam projeções e não negociações já confirmadas.

Paralelamente à situação financeira, o relatório aborda mudanças na estrutura acionária da SAF. O Botafogo associativo, que detém 51% das ações, exerceu seu direito de adquirir novas ações após um aumento de capital. A Eagle Football, com os 49% restantes, tem um prazo para exercer seu direito de compra. Caso a operação se concretize como apresentada, o Botafogo associativo poderá deter quase a totalidade do capital da SAF. Contudo, essa movimentação societária não anula as obrigações financeiras existentes, que exigirão um equilíbrio entre investimentos esportivos, compromissos financeiros e receitas de transferências para a sustentabilidade das operações em 2027.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)