Uma nova revelação sobre as finanças do Botafogo coloca a gestão de John Textor sob os holofotes. Segundo informações divulgadas pelo Canal do Manel, o clube teria recebido R$ 120 milhões (€ 23 milhões) pela venda conjunta de Igor Jesus, Jair e Cuiabano ao Nottingham Forest, mas repassado todo o montante à Eagle Football em um intervalo de apenas quatro horas. A operação, que teria ocorrido em 2025, levanta questionamentos sobre o fluxo de recursos e a relação financeira entre as empresas do grupo.
De acordo com o relato, o dinheiro entrou na conta do Botafogo pela manhã e foi transferido à Eagle na mesma tarde. O repasse à Eagle Football foi registrado como um empréstimo entre empresas do mesmo grupo, e os recursos não teriam retornado aos cofres alvinegros. É importante ressaltar que as informações são atribuídas ao canal e os documentos completos da operação não foram apresentados publicamente, o que impede, com os dados atuais, a afirmação de irregularidade.
A trajetória financeira de Igor Jesus já havia chamado atenção anteriormente. O atacante chegou ao Botafogo sem custos de transferência. Em outubro de 2024, o Canal do Manel informou que o jogador foi negociado com o Lyon por R$ 180 milhões (€ 35 milhões), embora nunca tenha atuado pela equipe francesa. O clube francês não conseguiu registrar o atleta por problemas financeiros, resultando em uma dívida que teria alcançado aproximadamente US$ 43,1 milhões ao Botafogo, com pagamentos previstos até 2027. Posteriormente, um fundo ligado à MC Credit Partners adquiriu esse crédito por cerca de US$ 31,769 milhões.
Com o Lyon sem realizar os pagamentos previstos ao fundo, o débito teria aumentado para aproximadamente US$ 63 milhões, valor que estaria sendo cobrado judicialmente. Essa disputa é distinta da negociação posterior com o Nottingham Forest, mas ilustra a complexidade das movimentações financeiras envolvendo o jogador. Igor Jesus foi, então, transferido ao clube inglês em junho de 2025, em uma operação que também incluiu Jair e Cuiabano.
A questão central levantada pelo relato é o destino dos R$ 120 milhões recebidos pelo Botafogo. Caso as condições descritas se confirmem, o clube teria registrado a entrada dos recursos, mas ficado sem disponibilidade imediata após a transferência à Eagle. O episódio se soma às discussões sobre operações financeiras realizadas durante a administração de John Textor e às auditorias que analisam movimentações entre empresas ligadas ao grupo. Detalhes sobre as condições contratuais do empréstimo, prazos de devolução ou garantias ainda não foram divulgados, mas a informação de que R$ 120 milhões foram transferidos à Eagle apenas quatro horas após o recebimento pela venda de jogadores reacende o debate sobre a gestão da SAF.



