A oficialização de Gabriel de Alba no comando da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo está atrelada ao avanço das negociações da recuperação judicial do clube. Segundo informações do jornal “O Globo”, a diretoria alvinegra entende que a mudança de controle acionário neste momento poderia prejudicar as conversas com os credores sobre o deságio das dívidas, ou seja, a possibilidade de quitar os débitos com um valor menor do que o originalmente devido.
Para que o plano de recuperação judicial seja aprovado, é necessária a concordância de mais da metade dos credores. Atualmente, o Botafogo já conta com a adesão de aproximadamente 35% a 40% dos credores. A principal dificuldade na negociação reside na tratativa com outros clubes, que representam um ponto de maior complexidade para o acordo.
Em paralelo, o fundo GDA Luma, ligado a Gabriel de Alba, já realizou um aporte de US$ 50 milhões dos US$ 105 milhões previstos no acordo estabelecido. A expectativa é de que, na próxima semana, o fundo realize um novo investimento de US$ 7 milhões, o que equivale a cerca de R$ 35,5 milhões, de acordo com a cotação atual da moeda.




