Arthur Cabral enfrenta a pior seca de gols de sua carreira desde 2019, quando tinha apenas 20 anos, enquanto defende o Botafogo. O centroavante, contratado antes do Super Mundial de Clubes como substituto de Igor Jesus, ainda não conseguiu deslanchar no clube e acumula mais de dois meses sem balançar as redes. Seu último gol pelo Alvinegro foi em 27 de agosto, na vitória sobre o Vasco pela Copa do Brasil. Desde então, somam-se oito jogos ou 605 minutos em campo sem marcar, um jejum que supera até mesmo o período de 678 minutos que passou sem gols entre 2018, no Ceará, e 2019, quando estreou pelo Palmeiras.
No Botafogo, os números de Arthur Cabral são significativamente inferiores aos de sua última temporada no Benfica. Enquanto no clube português, ele marcou um gol a cada 128 minutos, no Glorioso a média caiu para um tento a cada 361 minutos. Na última partida, contra o Santos, o atacante entrou apenas nos minutos finais, após se recuperar de uma fratura na mão. Em 21 jogos com a camisa alvinegra, ele soma apenas quatro gols e duas assistências, números que refletem a dificuldade em encontrar o ritmo ideal no ataque do Botafogo.
A trajetória de Arthur Cabral no Botafogo contrasta com as expectativas geradas após sua chegada. Contratado para reforçar o ataque, o centroavante ainda não conseguiu se firmar como uma referência ofensiva. A seca de gols, a mais longa desde seus primeiros anos como profissional, levanta questionamentos sobre sua adaptação ao clube e ao estilo de jogo proposto. Enquanto isso, o Botafogo busca alternativas para reverter a situação e garantir mais eficácia no setor ofensivo.
