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Eagle/Ares contesta cobrança da SAF Botafogo na Justiça e acusa Textor de "transações ardilosas"

Eagle/Ares contesta cobrança da SAF Botafogo na Justiça e acusa Textor de "transações ardilosas"

A Eagle/Ares apresentou uma manifestação na Justiça contestando a cobrança de uma dívida de R$ 139.845.596,42 movida pela SAF do Botafogo em agosto de 2026. Segundo informações da “ESPN”, o fundo de investimento alega que o valor real devido seria de R$ 127.490.763,84, apontando uma cobrança indevida de aproximadamente R$ 12,3 milhões pela SAF alvinegra.

A defesa da Eagle/Ares sustenta que a cobrança é inválida, pois foi assinada em todas as suas pontas pelo próprio John Textor, que atuou como representante do Botafogo, do RWDM Brussels e como avalizador da holding na época. A empresa acusa o empresário norte-americano de ter tomado o controle da SAF do Botafogo de forma arbitrária e de ter “orquestrado” as dívidas através de uma “série de transações” do tipo “Zé com Zé“.

Em trechos divulgados pela emissora, a Eagle/Ares descreve a pretensão executiva da SAF do Botafogo como um “retrato ostensivo e inaceitável do exato tipo de abuso que o direito brasileiro se propõe a repelir”. O fundo argumenta que os títulos foram engendrados em um contexto de “transações ardilosas” orquestradas por John Textor antes de seu afastamento da Eagle Bidco, e que ele instrumentaliza a SAF do Botafogo como “ferramenta pessoal de pressão e coação”.

A Eagle/Ares também critica o modelo de caixa único defendido por John Textor, alegando que ele “continua a usar e abusar do cargo de administrador da SAF Botafogo” e que o empresário jamais deveria ter interferido diretamente em empréstimos distantes das condições de mercado com outras entidades do grupo Eagle, operando a estrutura como um “cofre pessoal”. O fundo alerta para o perigo de dano caso a execução prossiga, com potencial impacto sobre ativos estratégicos e a estrutura societária da Eagle/Ares.

Por outro lado, na manifestação inicial da SAF do Botafogo, John Textor defendeu o sistema de caixa único, afirmando que era de conhecimento geral e visava beneficiar todos os clubes integrantes do grupo Eagle, funcionando como um modelo colaborativo e integrado, semelhante às transferências de jogadores.

Ler na fonte original (FogãoNET)