Gregore, hoje no Al-Rayyan, relembrou com emoção a final da Libertadores 2024, quando o Botafogo conquistou o título histórico contra o Atlético-MG. Em um texto publicado no jornal O Globo, o ex-jogador do Fogão detalhou os momentos de tensão após sua expulsão nos primeiros segundos de jogo. “A expulsão acontece muito rapidamente. Quando vi que acertei o Fausto Vera com a solada, fiquei muito preocupado. O árbitro demorou a reiniciar a partida, e pensei: ‘vixe, fodeu!’”, confessou. Apesar do revés, o time alvinegro superou a desvantagem e venceu por 3 a 1, em uma das noites mais memoráveis da história do clube. Gregore destacou o peso emocional do momento: “Foi um dos dias mais difíceis da minha vida, mas que me fez mais forte. Depois daquele momento, evoluí como pessoa e vi o tanto que sou capaz de suportar.”
O ex-zagueiro, que ficou no antidoping durante a partida, descreveu a angústia de assistir ao jogo de longe. “Foram os 75 minutos mais longos e tensos da minha vida. Quando vi o gol do Luiz Henrique, extravasei: chutei as garrafas de água, joguei a cadeira no chão…”, revelou. A vitória, no entanto, trouxe alívio e alegria. “Os jogadores vieram me abraçar, e desabei na hora, comecei a chorar. Aquele título de Libertadores coroou o trabalho”, completou.
Dias depois, Gregore teve um papel decisivo na conquista do Brasileirão, marcando o gol que garantiu o título contra o São Paulo. “Eu quase não jogo por causa de uma lesão nas costas. O doutor Gustavo Dutra me deu uma injeção para continuar, e no finalzinho eu roubei a bola e fiz o gol do título. Na comemoração, extravasei. Até choro porque só eu sei o que passei naquela semana”, contou. O ano de 2024 foi, sem dúvida, um marco na carreira do atleta, que viveu momentos de glória e superação.
