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Patrocinadora do Botafogo, Vbet se posiciona sobre veto a bets: 'Proibição não acaba com apostas, mas com a proteção de quem aposta'

Patrocinadora do Botafogo, Vbet se posiciona sobre veto a bets: 'Proibição não acaba com apostas, mas com a proteção de quem aposta'

A VBet, patrocinadora oficial do Botafogo desde 2025 e com contrato vigente até o final de 2027, pronunciou-se pela primeira vez sobre a recente decisão do Governo Federal de vetar a operação de casas de apostas no país. Em uma nota divulgada em seu perfil no Instagram, a empresa expressou sua posição contrária à medida, destacando que "proibir não é proteger".

Em conjunto com outras operadoras licenciadas no Brasil, a VBet assinou um manifesto do IBJR e da ANJL, argumentando que a proibição não erradicará as apostas, mas sim retirará a proteção oferecida aos apostadores. A empresa ressalta que, segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 31 milhões de brasileiros são ativos em plataformas de apostas legalizadas, a maioria com caráter recreativo e responsável. A medida provisória, segundo a VBet, apenas deslocará essas apostas para ambientes sem controle, que podem aceitar menores de idade e operar sem as devidas verificações.

O mercado autorizado, conforme a VBet, implementa rigorosas políticas de verificação de idade e CPF, adota medidas de saúde mental e autoexclusão, além de recolher impostos essenciais para políticas públicas. A empresa compartilha a preocupação com o endividamento e o jogo problemático, mas defende que um mercado altamente regulado é o mais apto a enfrentar esses desafios. O mercado legal já impediu o acesso de 3 milhões de beneficiários de programas sociais e atendeu 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão, algo que sites ilegais não oferecem.

A VBet alerta ainda para o agravante do mercado ilegal ser explorado pelo crime organizado, resultando em golpes digitais contra a população mais vulnerável. Apesar dos esforços do governo em bloquear domínios ilegais, muitos continuam ativos e novos são criados diariamente, com o mercado clandestino já representando 41% do volume apostado no país. A proibição, segundo a empresa, levará esse número a 100%, com projeções de perdas bilionárias em arrecadação para o governo entre 2027 e 2030.

Por fim, a patrocinadora do Botafogo defende que o caminho para proteger o cidadão é através de mais fiscalização, não menos. A empresa se declara pronta para discutir limites de depósito, tempo de jogo, regras mais rígidas de publicidade e políticas de saúde mental, medidas que não podem ser exigidas de operadores clandestinos. A mensagem final é clara: "Proibir não protege o apostador. Apenas o empurra para ambientes sem fiscalização."

Ler na fonte original (FogãoNET)