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Botafogo torce para MP das bets caducar, mas já previa redução de patrocínio pós-Vbet: ‘Clube não está tão tranquilo’, diz jornalista

Botafogo torce para MP das bets caducar, mas já previa redução de patrocínio pós-Vbet: ‘Clube não está tão tranquilo’, diz jornalista

O Botafogo vive um momento de apreensão em relação à recente Medida Provisória (MP) que visa regulamentar o mercado de apostas esportivas, editada pelo presidente Lula. Nos bastidores, a expectativa é que a MP, que tem um prazo inicial de 60 dias prorrogáveis, não seja convertida em lei, permitindo que o clube mantenha suas fontes de receita atuais.

O Glorioso possui um contrato milionário com a VBet, válido até o final de 2027, que garante R$ 55 milhões anuais. Parte significativa deste valor, referente a 2026, já foi adiantada pela gestão de John Textor. No entanto, a possibilidade de a MP caducar ou ser adaptada é vista como crucial, especialmente considerando o processo de recuperação judicial do clube. "Esse dinheiro vai ser utilizado de alguma forma de maneira importante, para ajudar nas questões dos credores e tudo mais. Vai fazer muita falta", explicou o jornalista Bernardo Gentile no canal "Arena Alvinegra".

Contudo, o cenário financeiro já indicava desafios futuros. Segundo Gentile, o clube já se preparava para uma possível redução nos valores de patrocínio ao buscar novas parcerias após o término do contrato com a VBet, independentemente da situação das casas de apostas. O jornalista destacou que o contrato atual foi firmado em um período de alta para o Botafogo, após conquistas importantes como o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, e que a renovação com a VBet ocorreu no auge. "Mesmo com as bets ainda funcionando, seria difícil você renovar um patrocinador na casa dos R$ 55 milhões", avaliou.

O planejamento interno já previa que um novo acordo, mesmo com casas de apostas envolvidas, poderia girar em torno de R$ 40 milhões, o que já seria considerado um valor "honesto". Sem a presença das bets, a expectativa é que a captação de patrocínio se torne ainda mais desafiadora. "A única tranquilidade que existe é que o Botafogo de alguma forma estava preparado para tudo que estava vindo. Ele já sabia que renovou na alta e que em algum momento ia ter que baixar essa pedida", concluiu Gentile, ressaltando que a antecipação de receitas de 2026 traz um alívio pontual, mas a busca por manter o patamar atual de R$ 55 milhões anuais é vista como "difícil" e que "não está tão tranquilo".

Ler na fonte original (FogãoNET)