O Botafogo tomou a decisão de se desvincular do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que permitia o refinanciamento de suas dívidas tributárias junto à União. A informação foi divulgada pelo repórter Thiago Veras. A medida se deu pela impossibilidade da SAF em honrar o pagamento de uma parcela que ultrapassa os R$ 4 milhões, com vencimento nesta quinta-feira (30/04).
De acordo com o acordo de acionistas, a responsabilidade pelo pagamento dessas parcelas recai sobre a SAF. A não quitação dentro do prazo acarretaria a exclusão automática do acordo, com a dívida total, estimada em R$ 450 milhões, sendo executada integralmente. Além disso, o clube ficaria impedido de renegociar tais débitos por um período de dois anos, ficando sujeito a possíveis penhoras.
A estratégia por trás dessa saída voluntária do Perse, segundo apurado, é a de "ganhar tempo" com a iminente chegada de um novo investidor. Ao se retirar do programa, o Botafogo busca evitar as penalidades previstas e abrir caminho para uma nova forma de negociação dos passivos tributários.
A comunicação oficial sobre a decisão foi formalizada em carta assinada por João Paulo Menna Barreto, que ocupa a posição de novo representante do Botafogo social no Conselho de Administração da SAF. A iniciativa visa, portanto, reestruturar a abordagem financeira do clube diante de um cenário de dívidas expressivas.
