Em entrevista ao “Setor Sul Podcast”, o humorista botafoguense Marcelo Adnet fez uma análise sincera da atualidade do Botafogo, traçando paralelos entre o momento atual e o passado glorioso do clube. Adnet recordou a longa fila sem títulos, que durou 21 anos, e a chegada de Emil Pinheiro, considerado um “patrono” que trouxe esperança e conquistas, como o Campeonato Carioca de 1989.
O humorista, que se define como torcedor do Botafogo desde 1989, comparou a figura de John Textor a de Pinheiro, descrevendo-o como um “sambista” e questionando a percepção de alguns sobre suas qualidades administrativas. “Eu olhei o patrono John Textor como um sambista… Samba com o patrono, e o patrono bebe Brahma. Só que algumas pessoas enxergaram nele um CEO, um administrador… E eu nunca comprei isso”, declarou Adnet.
Adnet reconheceu que o Botafogo, apesar dos problemas financeiros e administrativos, tem apresentado melhorias desde que se tornou uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ele admitiu que a situação é “horrível” financeiramente, mas ressaltou que o clube alcançou um novo patamar de visibilidade. “O Botafogo, para mim, sempre foi forjado na escassez, na improbabilidade. Então, é só mais uma improbabilidade, só mais um teste”, pontuou.
O humorista também comentou sobre a instabilidade nos clubes cariocas e a cultura de problemas administrativos. “Fluminense, Vasco, Flamengo e Botafogo têm problemas administrativos, têm pessoas incompetentes em suas diretorias. Ou, até pior, têm pessoas maldosas. E a gente tem essa cultura aqui”, afirmou. Apesar das críticas, Adnet se mostrou tranquilo, acreditando que o Botafogo sempre encontra uma forma de se reerguer, mesmo diante das adversidades. Ele também defendeu a qualidade do elenco, destacando Danilo como o melhor jogador em atividade no Brasil.
