A situação na diretoria do Botafogo SAF se tornou ainda mais complexa com a demissão de Thairo Arruda do cargo de CEO, conforme reportado pelo jornal "O Globo". No entanto, a medida foi revertida por uma liminar da Justiça, que impede qualquer alteração no quadro administrativo. A ruptura se deu após Thairo se recusar a assinar um aporte-empréstimo de US$ 50 milhões proposto por John Textor, destinado a quitar dívidas urgentes, como o transfer ban imposto pela Fifa.
O principal ponto de discórdia reside nos termos do contrato, que incluem juros elevados e a garantia de pagamento através da venda de jogadores. A recusa de Thairo em ceder, incluindo a rejeição de possíveis negociações envolvendo Montoro e Danilo com o Nottingham Forest, intensificou o conflito. Textor havia avançado em negociações para a transferência dos dois atletas por cerca de € 35 milhões, com a documentação enviada pelo clube inglês, mas a direção da SAF se opôs à operação.
Segundo informações do "O Globo", John Textor buscou ativamente a contratação de Montoro e Danilo até junho, mas a resistência de Thairo Arruda impediu o avanço das negociações. A liminar, que impede mudanças no administrativo, garante a permanência de Thairo no cargo, apesar da demissão formal.
Essa disputa interna levanta questionamentos sobre a gestão da SAF do Botafogo e a estratégia para superar as dificuldades financeiras do clube. A ausência de John Textor em reuniões recentes sobre um plano de austeridade também demonstra a complexidade da situação. A decisão judicial, no entanto, suspende a efetividade da demissão e mantém Thairo Arruda no comando da SAF, pelo menos por enquanto.
