Jefferson, ídolo histórico do Botafogo, fez um apelo pela continuidade do clube em meio aos desafios da temporada. Morando nos Estados Unidos, onde atua como preparador de goleiros do Orlando City, o ex-jogador destacou a importância de manter um esqueleto de jogadores para evitar oscilações e garantir competitividade.
"Hoje estou aqui como torcedor. O torcedor está passando por um momento difícil, mas o futebol é assim: tem anos de glória e anos de dificuldade. Em 2024, ganhamos tudo, mas agora está sendo complicado. Acho que a mudança de muitas peças atrapalhou", afirmou Jefferson ao GE. Ele lembrou a campanha de 2013, quando o time fez uma grande temporada, mas perdeu a base no ano seguinte, resultando em um 2014 frustrante. "Precisamos ter um esqueleto, manter a identidade e a estrutura. Se vender um jogador, tem que repor rápido para não perder o ritmo", completou.
O ex-goleiro, que defendeu o Botafogo por 15 anos, também falou sobre seu futuro. Embora sonhe em treinar a Seleção Brasileira, ele é realista e acredita que precisa de mais experiência fora de campo. "Sou focado no que faço. Hoje me vejo preparado para treinar qualquer categoria de base, mas preciso de mais bagagem para agregar ao profissional. Quem sabe um dia volto ao Botafogo para treinar os goleiros?", disse, sem descartar uma possível volta ao clube.
Jefferson, que foi um dos maiores ídolos do Botafogo, deixou claro que sua preocupação é com a estabilidade do time. "O Botafogo precisa voltar a ter uma identidade. Se mantivermos a base, podemos voltar mais fortes no próximo ano", concluiu. Enquanto isso, ele continua sua carreira nos EUA, mas sempre de olho no Fogão, seu clube de coração.
