Alessandro Brito, ex‑head scout e diretor de gestão esportiva do Botafogo, revelou em entrevista ao GE qual negociação ele considera a maior oportunidade perdida durante sua passagem pelo clube. O alvo era o meia‑atacante Bitello, então do Dínamo Moscou, visto como o substituto ideal após as saídas de Luiz Henrique e Thiago Almada.
Segundo Brito, o clube enxergava no argentino um enorme potencial de crescimento e acreditava que ele poderia se tornar um dos destaques do futebol brasileiro. “Era um jogador que acreditávamos que daria continuidade ao trabalho que vínhamos construindo depois das saídas do Luiz Henrique e do Almada. Nós acreditávamos muito no potencial dele”, afirmou o ex‑dirigente, acrescentando que a ideia era desenvolvê‑lo dentro do projeto esportivo do Fogão.
A negociação, porém, encontrou forte resistência da diretoria russa. Apesar das diversas tentativas do Botafogo, que contou com o apoio da Eagle Football e a participação de Michael Gerlinger nas conversas, os russos “não quiseram negociar de jeito nenhum”. Bitello acabou permanecendo no Dínamo e, recentemente, renovou contrato até 2031.
Brito, que hoje trabalha no Crystal Palace, ainda sustenta que a chegada de Bitello teria mantido o nível competitivo do elenco e até lhe proporcionado grandes chances de disputar a Copa do Mundo, caso fosse contratado para 2025 ou 2026. A frustração da negociação permanece como um dos principais “lamentos” de sua gestão no Glorioso.




