Em entrevista ao site GE, o ex-diretor de gestão esportiva Alessandro Brito detalhou a estratégia que o Botafogo pretendia adotar após a conquista do Campeonato Brasileiro e da Libertadores em 2024. Segundo o dirigente, a meta não era a obrigatoriedade de títulos anuais, mas sim a consolidação do clube entre os cinco principais do continente. O planejamento para as temporadas de 2025 e 2026 focava em manter a competitividade do elenco enquanto fortalecia a categoria de base e o desenvolvimento de jovens atletas através da plataforma Eagle.
Brito admitiu que a comunicação do projeto pode ter sido falha, reconhecendo que a expectativa natural do torcedor é a de vitórias constantes e novas taças. No entanto, ele enfatizou que a prioridade da gestão era a construção de um legado duradouro, garantindo que o Botafogo permanecesse competitivo pelos próximos dez anos, em vez de realizar investimentos arriscados apenas para manter o status de campeão imediato.
Mesmo diante do cenário atual de instabilidade após o rompimento do caixa único da Eagle, o ex-dirigente acredita que a imagem do clube foi transformada no mercado. Para ele, a percepção de que o Botafogo é um ambiente voltado para a performance e valorização de talentos tornou a instituição atraente para jogadores, agentes e treinadores, independentemente de quem seja o proprietário ou investidor futuro.
Ao finalizar, Alessandro Brito destacou que a estrutura organizacional construída entre 2022 e 2024 permanece intacta. Para o ex-gestor, a ruptura entre John, os investidores e a Eagle não anula a força do clube, que agora possui uma organização consolidada e pronta para seguir operando em alto nível, cumprindo o objetivo de deixar um legado sólido para a torcida.




