Alessandro Brito, que atuou como head scout e diretor de gestão esportiva do Botafogo, expressou profundo lamento pela não concretização da contratação do meia-atacante Bitello, atualmente no Dínamo Moscou. Em entrevista ao GE, Brito destacou o potencial do jogador e como sua chegada poderia ter sido um reforço de peso para o Glorioso.
"Teve uma que considero muito importante. Era um jogador que acreditávamos que daria continuidade ao trabalho que vínhamos construindo depois das saídas do Luiz Henrique e do Almada. Foi o Bitello. Nós acreditávamos muito no potencial dele. Nossa ideia também era desenvolvê-lo dentro do projeto", afirmou o dirigente. Brito tem convicção de que, se Bitello tivesse chegado ao Botafogo entre 2025 e 2026, teria tido "grandes chances de disputar uma Copa do Mundo", além de agregar muito ao time e alcançar um novo patamar em sua carreira.
A negociação, segundo o ex-diretor, foi extremamente complexa. "Tentamos de todas as formas. Na época, ainda contávamos com o apoio da Eagle. O Michael Gerlinger participou de várias reuniões. Mas os russos não quiseram negociar de jeito nenhum", lamentou Brito, que deixou o clube recentemente para acertar com o Crystal Palace. Enquanto isso, Bitello segue na Rússia e estendeu seu contrato com o Dínamo Moscou até 2031.
A declaração de Brito reforça a visão de um departamento de scouting que buscava apostar em talentos com potencial de desenvolvimento, e a frustração por não ter conseguido trazer um nome que, segundo ele, poderia ter sido um divisor de águas para o clube e para a carreira do atleta.




