O técnico Franclim Carvalho detalhou a estratégia por trás da escalação conjunta de Kadir e Arthur Cabral no ataque do Botafogo durante a vitória por 3 a 0 sobre o Independiente Petrolero, pela Copa Sul-Americana. O treinador alvinegro destacou as características distintas de cada jogador e ressaltou o potencial do jovem atacante panamenho.
"São dois 9, mas são muito diferentes. E o Kadir tem trabalhado bem, tem aproveitado as oportunidades. É um miúdo que eu gosto muito, acho que tem muito potencial", afirmou Franclim, elogiando também o trabalho do departamento de scouting do clube. "Acho que o Kadir nos pode dar coisas naquela posição que nós procuramos. Tem que crescer ainda, obviamente, é um jogador que tem potencial, mas não é um jogador feito. Ele pode coabitar com Cabral, com Júnior, com o Chris, com o Tucu. Aqueles dois homens procuramos que sejam um pouco diferentes em termos de características, e o Kadir e o Cabral são", explicou o comandante.
A busca por maior agressividade na área foi um dos fatores determinantes para a escolha. Franclim pontuou que a dupla oferece essa intensidade, tanto com a bola quanto sem ela. "O que tentamos foi ter mais agressividade na área, junto da área ou dentro da área, não só com bola, mas também sem bola. E o Kadir nos dá muito isso. E o Cabral, ao contrário do que se possa pensar, ou o que possa parecer por vezes, é um jogador muito rápido e tem muita força, é inteligente ao usar o corpo e tem muita força na proteção da bola. Portanto, os dois complementam-se bem", analisou.
O treinador ainda fez uma recomendação para o futuro de Kadir no clube: "É um jogador que tem muito potencial, fazia-lhe bem ficar aqui mais uns meses ou uns anos para crescer um bocadinho. Eu não estou dizendo nada [risos]. Fazia-lhe bem ficar aqui porque acho que ele está adaptado ao contexto, os colegas gostam muito dele, os torcedores gostam muito dele, a diretoria e a comissão gostam muito dele." Franclim enfatizou que o jovem precisa manter o foco e o trabalho para atingir o nível de titularidade, algo que ele acredita ser possível. "Ele tem que manter os pés no chão, a cabeça no lugar, ouvir as pessoas que lhe querem bem, tanto diretoria, como colegas e comissão e continuar fazendo o que tem feito, que é trabalhar, porque acho que ele pode atingir o nível de ser um jogador titular do Botafogo, que ainda não é, mas tem margem para", concluiu, reforçando que o rendimento é o critério principal, não a idade, ao escalar seus jogadores.
