O futuro do Botafogo sob a gestão da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) ganha contornos de mudança com a condução de um plano emergencial de austeridade financeira, desta vez sem a participação ativa de John Textor. A informação foi divulgada pelo jornalista Bernardo Gentile durante a transmissão do programa “Arena Alvinegra”, no canal do Botafogo.
De acordo com Gentile, a diretoria da SAF tem realizado reuniões para definir estratégias de corte de custos e refinanciamento de dívidas, incluindo a pendência com a Ares e as obrigações de curto prazo com jogadores. A situação financeira do clube é considerada delicada, exigindo medidas urgentes para garantir a sustentabilidade a longo prazo.
“O Botafogo tem uma dívida enorme, por exemplo, com a Ares, uma dívida enorme no curto prazo para pagar, de jogadores. E aí você tem que refinanciar essas dívidas, não tem o que fazer. Tem que procurar alguma forma de resolver essas dívidas e começar a viver com o que você tem a partir daqui”, explicou o jornalista. Gentile ressaltou que a ausência de Textor nas negociações reflete um cenário de crescente distanciamento entre o empresário e a gestão do clube.
Enquanto isso, John Textor está presente no Estádio Nilton Santos para acompanhar o jogo contra o Cruzeiro, pela primeira rodada do Campeonato Carioca. Apesar de recentes declarações sobre o futuro do clube e a importância de jogadores como Endrick e Estêvão, a SAF segue em frente com seu plano de austeridade, buscando alternativas para evitar uma crise financeira mais profunda. A decisão de não incluir Textor nas discussões demonstra a prioridade de garantir a saúde financeira do Botafogo, independentemente das promessas feitas pelo acionista majoritário.
