A Sociedade Anônima do Botafogo (SAF), sob a gestão de John Textor, tem acumulado uma média de R$ 1 milhão em dívidas por dia desde sua criação, em dezembro de 2021. Segundo o "Blog do Ancelmo Gois", do jornal "O Globo", o montante total de débitos atingiu a estimativa de R$ 1,5 bilhão em 1.490 dias. Essa média diária alarmante coloca em xeque a saúde financeira do clube e levanta a possibilidade de um pedido de recuperação judicial, embora a diretoria alvinegra tenha negado qualquer iniciativa nesse sentido.
O blog aponta que a situação financeira delicada da SAF é reflexo da ruptura do Lyon com o sistema multiclubes da Eagle Football, holding que engloba o Botafogo. John Textor sustenta que o clube francês deve ao Botafogo € 34 milhões (aproximadamente R$ 212 milhões). Apesar dos desafios financeiros, o Botafogo sob a gestão atual alcançou importantes conquistas, como os títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024, além de consistentemente figurar entre os seis melhores colocado na Série A e investir nas categorias de base e no centro de treinamento.
A alta dívida tem gerado debates e questionamentos sobre a estratégia financeira da SAF, com o clube buscando alternativas para renegociar seus compromissos. A situação também reacende discussões sobre a gestão da holding e o futuro do investimento no futebol brasileiro. A diretoria do Botafogo tem buscado manter a credibilidade e garantir a sustentabilidade do clube a longo prazo, apesar das dificuldades enfrentadas.
Em meio a esse cenário, a holding Eagle Football tem passado por turbulências, com assembleias de acionistas e disputas internas. A busca por novos investimentos e a resolução de pendências financeiras são desafios urgentes para garantir a estabilidade da SAF do Botafogo e o futuro do clube no cenário nacional e internacional.
