Em uma declaração contundente, Carlos Augusto Montenegro, em nome do Botafogo associativo, esclareceu nesta sexta-feira (28/11) que não há intenção de bloquear as vendas de jogadores pela SAF. A posição foi firmada após a Justiça conceder liminar ao clube, exigindo autorização judicial para qualquer negociação envolvendo atletas. Montenegro deixou claro que o objetivo não é interferir nos valores ou nas negociações, mas garantir que o dinheiro arrecadado permaneça no Brasil e seja destinado ao fortalecimento do clube. "A única coisa que a gente quer é a garantia de que esse dinheiro não vá para fora do Brasil. Pode ser vendido por 3, por 8, por 15. Não tem problema. Basta que fique na SAF Botafogo", afirmou ao GE.
O ex-presidente, aliado do atual mandatário João Paulo Magalhães Lins, também alertou sobre os problemas financeiros que o clube enfrenta. Segundo ele, há parcelamentos em atraso e dívidas que podem comprometer o orçamento do clube. "Muitas parcelas de jogadores comprados estão vencendo no primeiro semestre de 2026 e não há dinheiro. Muitos parcelamentos do Profut e da parte trabalhista estão sem pagamento", destacou. Montenegro criticou ainda a disputa entre os sócios minoritários, Ares e John Textor, que, segundo ele, tem deixado o clube sem recursos.
Apesar das críticas, Montenegro manteve sua admiração por Textor, chamando-o de "o maior ídolo que o Botafogo já teve". "Rezo todas as noites e agradeço ao Textor ter existido e existir. É um ídolo. Vou engraxar, lustrar o sapato dele a vida toda", declarou. A declaração ocorre em meio a um imbróglio jurídico e financeiro que envolve o clube, com a Eagle Football divulgando um balanço com prejuízo de € 201 milhões e alegando ter € 110 milhões a receber do Botafogo.




