O cenário do futebol brasileiro foi abalado pela proibição do Governo Federal às apostas esportivas e publicidades de bets, impactando todo o setor. No entanto, o Botafogo já vinha se preparando para essa eventualidade. Segundo o jornalista Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra”, a Vbet, antiga patrocinadora, já havia manifestado insatisfação e ameaçado rescindir o contrato, o que levou o clube a se antecipar.
"Todas as bets já começam a trabalhar nos bastidores para rescindir contratos, e a Vbet já não é diferente, né? Inclusive, a Vbet tem até uma questão anterior, que ela fez algum tipo de investimento que, de repente, em algum momento não deu certo e eles já estavam insatisfeitos antes mesmo do fim das bets. Com o fim das bets, então, a situação é ainda mais grave", explicou Gentile. Essa antecipação, paradoxalmente, foi benéfica para o Alvinegro, que não podia esperar passivamente por uma rescisão e já começou a mapear o mercado em busca de alternativas.
O clube entende que manter os R$ 55 milhões anuais obtidos com as bets será um desafio, pois o mercado estava "inflacionado" e a "bolha estourou". A expectativa é de que os valores de patrocínio diminuam para todos os clubes. Para compensar, o Botafogo planeja vender outras propriedades do uniforme, além do patrocínio máster, como mangas, ombros e omoplatas. Reuniões já foram realizadas com possíveis marcas interessadas, visando o planejamento para 2027. A tendência é que o time jogue com a camisa "limpa" até o final do ano, devido aos contratos em vigor e à proibição das bets.
Bernardo Gentile ressalta que, apesar da provável queda nos valores, há um otimismo cauteloso no Botafogo. O mercado tem sinalizado positivamente para a chegada de novos parceiros, embora os nomes e os valores ainda sejam incertos. "O otimismo passa pelo Botafogo entender que o mercado está sinalizando de forma positiva para termos algum patrocinador. Quem vai ser? Quanto vai pagar? A gente ainda não sabe. Mas vai ter alguma coisa", concluiu o jornalista, enfatizando a necessidade de manter os pés no chão diante da nova realidade financeira.




