A nova gestão do Botafogo deu um passo crucial na organização financeira do clube ao desembolsar pouco mais de R$ 9,2 milhões para regularizar os pagamentos referentes ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) das dívidas trabalhistas. Essa medida, que abrange os últimos cinco meses e inclui multas por atrasos, foi viabilizada por recursos provenientes do aporte da GDA Luma.
Segundo informações do advogado Vitor Schetino, o último pagamento anterior a esta regularização havia sido efetuado em 6 de março, ainda sob a gestão de John Textor. A quitação das pendências acumuladas representa uma das primeiras ações financeiras relevantes da nova administração, ocorrendo em um período de significativas mudanças nos bastidores da SAF alvinegra e aliviando a pressão sobre o clube associativo.
A regularização do RCE trabalhista é fundamental para evitar bloqueios judiciais que poderiam impactar tanto a estrutura da SAF quanto o clube associativo. O Regime Centralizado de Execuções é o mecanismo que organiza o pagamento de débitos trabalhistas dentro de um cronograma estabelecido, e o descumprimento pode expor o clube a novas medidas judiciais. Portanto, a situação em dia traz um alívio importante para a administração.
Os recursos para essa operação vieram do aporte da GDA Luma, grupo que tem participado ativamente da nova fase administrativa da SAF. Além dos desafios no futebol e no mercado de transferências, a reorganização financeira se apresenta como um dos grandes focos da gestão. Com este pagamento superior a R$ 9 milhões, o Botafogo elimina uma pendência imediata e reduz o risco de bloqueios, mas o próximo desafio será manter o cronograma do RCE em dia para que novos atrasos não voltem a comprometer as finanças.



