O ex-lateral Ilsinho, com passagens por clubes como São Paulo, Palmeiras e Internacional, gerou polêmica ao comentar a situação do meio-campista Danilo, do Botafogo. Em participação no TNT Sports, Ilsinho fez uma projeção sobre o futuro do jogador alvinegro, que optou por permanecer no clube carioca em vez de forçar uma saída para o Palmeiras, embora ainda exista a possibilidade de uma transferência para o exterior.
"O Danilo vai se arrepender amargamente de não ter forçado a saída", declarou Ilsinho nesta segunda-feira. Na semana anterior, o agora comentarista já havia defendido que o atleta deveria ter "colocado o Botafogo na parede" antes de completar o número de jogos que o impediria de se transferir para outro clube brasileiro, sugerindo que ele teria "direito a dar migué".
Ilsinho detalhou sua visão sobre a estratégia que, segundo ele, Danilo deveria ter adotado. "O ponto importante que só ele pode saber é assim: os empresários dele têm que ser o mais honestos possível com ele. Quando você está na situação do Danilo, você liga para o empresário e fala 'eu não quero ficar, todo mundo já sabe, a gente já conversou com o clube, falou assim eu não jogo até o fechamento da janela'. Porque ele tem o poder, querendo ou não, ele está com a faca e o queijo na mão", explicou.
O ex-jogador continuou sua argumentação, ressaltando a importância da postura do atleta e de seus representantes. "Eu, jogador, já caí na conta do malandro. Danilo, irmão, não vai nessa, que é fria. Está com a faca e o queijo na mão, está com o poder de botar o Botafogo contra a parede, ele vai falar assim, 'Botafogo, o negócio é o seguinte, na sincera, não vou jogar até resolver, beleza? E se eu fosse vocês aceitariam uma parada da hora, não é uma de 5 milhões de euros, sugiro vocês aceitarem porque vocês têm mais a perder do que eu'. Porque se o Danilo se recusa a jogar e não joga, e ele tem todo o direito de começar a meter um migué, e tal o 20 cai para 10 na hora", concluiu Ilsinho, defendendo uma abordagem mais assertiva por parte do jogador.




