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Comentarista defende SAFs de Botafogo, Vasco e Cruzeiro: 'Nenhum está pior'

Comentarista defende SAFs de Botafogo, Vasco e Cruzeiro: 'Nenhum está pior'

A adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por clubes tradicionais como Botafogo, Vasco e Cruzeiro tem gerado debates e críticas. No entanto, o comentarista Vitor Birner, da ESPN, trouxe uma perspectiva ponderada sobre o assunto, defendendo que, apesar das controvérsias, nenhum desses clubes se encontra em situação pior do que antes da implementação da SAF.

Birner reconhece que o modelo SAF não é o seu preferido, expressando um desejo por um futebol com mais paixão e menor foco em altos valores financeiros. Contudo, ele ressalta a necessidade de analisar a realidade sob a ótica do torcedor, que busca um time competitivo. "O que é melhor para ele ter um time competitivo, que é o que lhe importa", argumentou o comentarista. Ele lembrou que, embora haja reclamações atuais sobre a SAF, o torcedor botafoguense não se opôs ao modelo quando o time conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2024. "E se o Botafogo não tivesse uma SAF, talvez o Botafogo não estivesse nem na primeira divisão", ponderou.

O comentarista destacou a situação delicada que Vasco e Cruzeiro enfrentavam antes da SAF. Segundo Birner, o Gigante da Colina e a Raposa poderiam não estar mais na elite do futebol brasileiro sem a reestruturação financeira proporcionada pelo novo modelo. No caso do Cruzeiro, o clube corria risco de cair para a terceira divisão devido à falta de orçamento, situação que mudou com a aquisição da SAF por Ronaldo Fenômeno. "E se não houvesse uma SAF, o Pedrinho não colocaria dinheiro no Cruzeiro", ressaltou, evidenciando a importância do modelo para atrair investimentos.

Vitor Birner explicou que a SAF é fundamental para atrair investidores, pois confere controle sobre o dinheiro e garante maior estabilidade de longo prazo, evitando as trocas frequentes de presidentes que desestabilizavam os clubes. "Com a SAF, você atrai investidores. Você não muda o presidente. Então, se você tem uma SAF séria e bem trabalhada, você pode ter um projeto de cinco, seis, sete anos de recuperação financeira", explicou. Para ele, em um cenário onde o futebol se tornou um negócio de altos faturamentos e contratações milionárias, a SAF é o caminho mais viável para a geração de receita e competitividade, mesmo que isso se distancie do ideal romântico de um futebol mais popular e acessível.

Ler na fonte original (FogãoNET)