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Alessandro Brito fala sobre transfer bans e mudanças no Botafogo: 'Teve que começar a caminhar com suas próprias pernas'

Alessandro Brito fala sobre transfer bans e mudanças no Botafogo: 'Teve que começar a caminhar com suas próprias pernas'

Em entrevista à ESPN, o ex-diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, detalhou a complexa transição financeira vivida pelo clube após o fim do modelo de caixa único da Eagle Football. Segundo o dirigente, o período de estabilidade entre 2022 e 2025 foi interrompido quando o apoio financeiro direto de John Textor diminuiu, forçando o Alvinegro a buscar a autossuficiência através de vendas de atletas, patrocínios e receitas de televisão para manter a operação.

Brito explicou que, diante de brigas societárias e a impossibilidade de novos aportes, a cúpula do clube, incluindo o CEO, optou por blindar o departamento de futebol para que as questões corporativas fossem resolvidas por John Textor. Nesse cenário, a prioridade foi garantir o pagamento de salários de atletas, comissão técnica e categorias de base, deixando a resolução dos transfer bans sob a responsabilidade do proprietário. Embora o primeiro bloqueio tenha sido superado, o ex-diretor admitiu que a incapacidade de estancar outros compromissos assumidos acabou prejudicando a instituição.

Sobre a perda de peças fundamentais no elenco para a temporada de 2026, Alessandro Brito foi enfático ao afirmar que as saídas de Savarino, Marlon Freitas e Alexander Barboza foram medidas de sobrevivência. O dirigente destacou a gratidão pelos serviços prestados pelos atletas, mas ressaltou que a venda era a única alternativa para evitar o atraso de salários. "Não tinha o que fazer, ou a gente vendia ou atrasava salários. Foi questão de sobrevivência", afirmou.

Ao analisar as negociações, o ex-gestor pontuou a diferença entre a expectativa de mercado e a realidade financeira do clube. Para Brito, a melhor proposta é sempre a que está na mesa, independentemente do valor idealizado, pois a necessidade imediata de caixa prevaleceu sobre a vontade de manter os jogadores. O objetivo central era transformar a carreira dos atletas de forma vitoriosa enquanto gerava a receita necessária para a manutenção do dia a dia do Glorioso.

Ler na fonte original (FogãoNET)