John Textor, acionista majoritário do Botafogo, enfrenta uma crescente resistência dentro do clube. Afastado da Eagle Football após uma ação da Ares Management, o empresário norte-americano vê sua influência diminuir devido a promessas não cumpridas e a falta de recursos financeiros para honrar diversas obrigações, incluindo o transfer ban imposto pela Fifa no final de 2025. A informação foi divulgada pelo GE na tarde desta quarta-feira, 28 de janeiro.
Correntes políticas do Botafogo começaram a contestar decisões recentes de Textor. Thairo Arruda, CEO do clube e principal liderança administrativa da SAF, é uma das vozes que questionam as ações do acionista. Além dele, João Paulo Magalhães Lins, presidente do associativo, e Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente, também expressam desconfiança em relação aos últimos movimentos de Textor e defendem sua saída nos bastidores.
Segundo a reportagem do GE, Textor admitiu a pessoas próximas que se sente pressionado e isolado. Apesar das recentes decisões na Eagle, ele continua no comando do Botafogo graças a uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro. A situação política dentro do clube se torna cada vez mais tensa, com a possibilidade de mudanças significativas no comando do Glorioso.
A resistência a Textor não é novidade. Recentemente, ele pressionou para que um aporte ou empréstimo de US$ 50 milhões fosse assinado, mas encontrou oposição interna. A dupla demitida por Textor na Eagle também era contra o modelo de aporte financeiro prometido para quitar dívidas urgentes do Botafogo, o que aumenta a pressão sobre o acionista.
A presença de Textor no Rio nesta quinta-feira para o jogo contra o Cruzeiro, confirmada por um jornal, reforça a tensão. A situação política no Botafogo continua instável, com a possibilidade de mudanças significativas no comando do clube.
