O jornalista Lucio de Castro, conhecido por suas críticas anteriores a John Textor, reacendeu o debate sobre a gestão do empresário no Botafogo. Em entrevista ao programa “Trio de Ataque”, da TV Brasil, Lucio expressou pessimismo em relação à continuidade de Textor no comando da SAF alvinegra, comparando a situação atual com um histórico de problemas enfrentados pelo empresário em outras empreitadas.
"John Textor vai repetindo o que fez a vida inteira, em sua vida. A história dele é essa história: falências, quebras. Vai dar ruim para todo mundo, para o botafoguense. Para ele, no fim da história, sempre acaba bem e ele vai para o exílio dourado dele em Miami, nas Bahamas", afirmou Lucio de Castro. O jornalista se mostrou surpreso com a postura de Textor após os protestos da torcida, especialmente com a declaração do empresário de permanecer no clube, independentemente da vontade dos torcedores.
"Me chamou muita atenção e quase me chocou o tom dele. Ele se pronunciou no sábado e falou: “Quem quiser que compre, eu vou permanecer aqui, eu sou o dono”, falando aos torcedores do Botafogo. Me impressiona que deveria ter gerado uma indignação maior. Alguns botafoguenses, pelo menos meus amigos que conheço, estão absolutamente indignados. E a fala dele é: “Quem quiser que compre. Eu vou permanecer.” Vai dar ruim", projetou Lucio.
A situação do Botafogo é complexa, com a Eagle Football enfrentando dificuldades financeiras e a SAF buscando alternativas para quitar dívidas e garantir a regularidade do clube. A recente mobilização da SAF para quitar dívidas com o elenco antes da estreia no Brasileirão demonstra a urgência em encontrar soluções para a crise. A compra do clube por John Textor gerou expectativas, mas a realidade tem se mostrado desafiadora, com questionamentos sobre a gestão e a sustentabilidade do projeto.
Enquanto a Ares, fundo de investimento que busca assumir o controle do clube, tem se mobilizado para renegociar dívidas e propor um novo modelo de gestão, John Textor mantém sua posição, defendendo sua permanência e criticando as ações da Ares e de Michele Kang, diretora da SAF. A disputa pelo futuro do Botafogo promete continuar acirrada, com o clube buscando estabilidade financeira e a torcida clamando por resultados dentro e fora de campo.
