Em meio à turbulência na Eagle Bidco, a SAF do Botafogo, liderada por John Textor, promoveu a demissão de Stephen Welch e Hemen Tseayo, diretores do conselho, por discordância em relação ao modelo de aporte financeiro proposto para quitar as dívidas urgentes do clube, incluindo o transfer ban. A informação foi divulgada pelo portal GE e reacende o debate sobre a gestão da Eagle e o futuro financeiro do alvinegro.
A medida, tomada antes da Assembleia Geral da Eagle, invalida os votos dos demitidos, permitindo que Textor participe sozinho da votação em sua tentativa de retomar o controle da diretoria, atualmente encabeçada por Michele Kang e Michael Gerlinger. A demissão da dupla é vista como o estopim para que a Ares, credora da Eagle, acionasse uma cláusula para retirar Textor do poder e assumir o controle da empresa.
Textor nega a existência de uma ação judicial e questiona a legalidade da medida da Ares, acusando Kang de prejudicar o Botafogo. Em entrevista ao FogãoNET, o empresário chamou a assembleia geral agendada para a França de “conselho secreto” e criticou a postura da diretoria atual. A situação coloca em xeque a estabilidade da SAF e a capacidade do Botafogo de honrar seus compromissos financeiros.
A crise na Eagle ocorre em um momento crucial para o Botafogo, que busca quitar dívidas com o elenco antes da estreia no Campeonato Brasileiro. A mobilização da SAF para solucionar a questão financeira se intensifica diante da incerteza sobre o futuro da gestão da Eagle e o controle do clube.
A Ares Management, credora da Eagle, parece ter ganhado força na disputa pelo controle da SAF do Botafogo, com a medida de retirar Textor do comando. O cenário atual levanta questionamentos sobre a viabilidade do modelo de gestão da Eagle e o impacto na saúde financeira do clube alvinegro.
