O Botafogo associativo conquistou uma vitória judicial significativa nesta quinta-feira (27/11), após a 21ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro acatar seu pedido para proibir a SAF de vender jogadores sem autorização prévia. A decisão, assinada pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, representa um revés para a empresa que controla o futebol alvinegro, que poderá recorrer.
O associativo busca maior controle sobre as finanças da SAF, argumentando que o clube precisa de recursos, já que os investidores pararam de aportar dinheiro. A medida impede qualquer negociação de venda de jogadores sem a aprovação do clube social e de representantes da Justiça, o que, segundo a SAF, pode atrapalhar o planejamento orçamentário para 2026.
A decisão foi vista como a mais importante dos pedidos feitos pelo Botafogo social, que já havia tido outros dois negados na quarta-feira (26/11): o ressarcimento de R$ 155 milhões e a nomeação de um interventor na SAF. A defesa do clube social considera que a vitória judicial desta quinta-feira fortalece sua posição no conflito com a SAF.
A briga judicial entre o associativo e a SAF, controlada pela Eagle Football e John Textor, continua acirrada. Recentemente, a holding rebateu os pedidos do associativo, acusando-os de ter como 'único propósito tumultuar o andamento do processo'. A situação pode impactar diretamente o planejamento do clube para o próximo ano, com possíveis repercussões no mercado de transferências.
