Em um novo capítulo da conturbada disputa pelo controle da SAF do Botafogo, o empresário norte-americano John Textor veio a público nesta terça-feira para reafirmar sua posição e propor uma "reconciliação". Com uma decisão judicial favorável obtida nos Estados Unidos, embora sem validade imediata no Brasil, Textor declarou que "não permitirá" que o futuro do clube seja decidido sem sua participação. Ele também estendeu um convite ao presidente João Paulo Magalhães Lins, ao ex-presidente Carlos Augusto Montenegro e ao investidor Gabriel de Alba, da GDA Luma, para um diálogo.
Atualmente, o Botafogo detém mais de 99% das ações da SAF, com a Eagle ficando com menos de 1%, após a aquisição de novas ações. No entanto, Textor contesta a validade dessa assembleia de acionistas, argumentando que não poderia comprar algo que, segundo ele, já lhe pertence. "O tribunal dos EUA reconheceu minha propriedade das ações. Estou buscando o reconhecimento desse direito no Brasil, e a anulação de ações corporativas que considero ilícitas", afirmou o empresário, que também exigiu formalmente que a GDA e Gabriel de Alba cessem a interferência em sua propriedade da SAF Botafogo.
Textor expressou sua frustração com a prolongada disputa, que, em sua visão, prejudica o clube. Ele reiterou que possui os recursos financeiros e as soluções para o Botafogo avançar, colocando as diferenças pessoais de lado em prol do Glorioso. O empresário destacou as conquistas de sua gestão, como a transformação da base e os campeonatos alcançados, e enfatizou que a "reconciliação" é o caminho mais sólido para o futuro. "Convidei Gabriel repetidamente para sentar e conversar. Eu sou o proprietário, mas respeito seu investimento. Nunca deveríamos ter permitido que nos dividíssemos, e nunca é tarde para deixar nossas diferenças para trás", declarou.
Confiante de que a justiça brasileira reconhecerá as decisões dos EUA, Textor fez um apelo emocional à torcida e aos envolvidos: "Nossa briga familiar empurrou nossa memória de 2024 para longe, e nosso próximo campeonato sul-americano ainda mais longe… mas eu sei o que há de errado com nosso time, e sei como consertar. Isso não tem nada a ver com nossos jogadores fantásticos, nosso técnico estimado ou nossa equipe leal, que luta todos os dias por vocês — não estamos vencendo porque nossa família não está unida." Ele concluiu sua mensagem pedindo que os torcedores usem suas vozes para unir a família botafoguense novamente, pois "campeonatos são feitos de amor, não de divisão ou ódio — e o futuro do Botafogo deve ser construído juntos."




