O ex-diretor de gestão esportiva do Botafogo, Alessandro Brito, concedeu entrevista ao site “GE” para explicar as razões por trás das recentes saídas de jogadores importantes do elenco alvinegro, como Marlon Freitas, Savarino e Alexander Barboza. Segundo ele, as transferências foram motivadas por uma necessidade de "sobrevivência" do clube.
"A saída dos três é muito clara para nós: foi uma questão de sobrevivência. Não havia outro motivo, a não ser vender os atletas diante da melhor proposta e de uma situação real, oficial, para que a gente pudesse honrar os compromissos dentro do clube, sem atrasar salários, pagando jogadores, funcionários e staff em dia", afirmou Brito, ressaltando que a situação foi comunicada aos atletas.
Alessandro Brito detalhou que, em um período de incertezas quanto a aportes financeiros, investidores e a permanência de John Textor, o Botafogo precisou se manter com suas próprias receitas. "Para caminhar com as próprias pernas, não existe outra receita. Hoje, as receitas vêm da televisão, de patrocínio ou da venda de jogadores. Então, o que o clube podia fazer era vender jogadores para sobreviver e manter os compromissos em dia", argumentou o ex-dirigente.
As negociações das vendas dos três jogadores renderam cerca de R$ 76 milhões aos cofres do Botafogo, além da chegada do atleta Wallace Davi. Alessandro Brito deixou o clube e está a caminho do Crystal Palace.
