A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo declarou à Justiça estar em um "estado pré-falimentar", com dificuldades financeiras que impedem o pagamento de salários de jogadores e funcionários. Para contornar a situação, o clube encaminhou a venda de um atleta, com o nome de Alexander Barboza sendo o mais provável, visando levantar os recursos necessários.
As informações vieram à tona através de documentos sigilosos obtidos pela "ESPN" e apresentados pela SAF ao Juiz de Direito da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na petição, o Botafogo solicitou ao Tribunal Arbitral a manutenção de Durcesio Mello como diretor interino e a suspensão de quaisquer direitos da Eagle Bidco sobre o futuro do clube. A urgência na decisão é justificada pela proximidade do vencimento dos salários, marcado para a próxima segunda-feira (4/5), e pelo feriado que se aproxima.
Um trecho da petição destaca a "falta de estabilidade na administração" como um obstáculo para a obtenção de recursos: "Ninguém quer aportar dinheiro, emprestar qualquer valor ou negociar jogadores, dada a inércia dos acionistas, sem saber quem representa ou vai representar a SAF Botafogo. A gestão está engessada". A necessidade de "agir e rápido" é enfatizada, com apenas uma semana para garantir os fundos necessários.
A manutenção de Durcesio Mello, ex-Presidente do Botafogo Futebol e Regatas e representante da associação no Conselho de Administração, é vista como "impositiva" para "possibilitar o reestabelecimento e finalização das negociações já em curso". Essas negociações incluem tratativas avançadas para empréstimos bancários e a já mencionada venda de um jogador, que "será objeto de pedido de autorização judicial oportuno". A saída apressada de John Textor, único diretor estatutário, foi citada como fato público e notório.
