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Raphael Rezende cita caso de Danilo Pereira e vê dilema no Botafogo: 'Imagino as dores do scout. Chegadas foram para o trabalho do Franclim'

Raphael Rezende cita caso de Danilo Pereira e vê dilema no Botafogo: 'Imagino as dores do scout. Chegadas foram para o trabalho do Franclim'

O Botafogo enfrenta um cenário complexo em relação à sua política de contratações, especialmente após as recentes mudanças no comando técnico. Com Rodrigo Bellão assumindo interinamente, após as passagens de Martín Anselmi e Franclim Carvalho nesta temporada, o ex-head scout do clube, Raphael Rezende, levanta um ponto crucial: a dificuldade em encaixar reforços quando o planejamento inicial de um treinador é desfeito.

Rezende utilizou o exemplo do atacante Danilo Pereira para ilustrar a situação. "Eu imagino as dores que o Brunno (Noce, atual scout) esteja passando nesse momento", comentou o ex-dirigente em entrevista ao "Glorioso Connection". Ele explicou que as chegadas de jogadores, como a de Danilo Pereira, foram pensadas para o trabalho de Franclim Carvalho, que vislumbrava um modelo de jogo semelhante ao do Botafogo sob o comando de Artur Jorge. Nesse esquema, Danilo Pereira se encaixaria como um segundo atacante, atuando com dois homens de frente, com laterais abertos e pontas jogando por dentro. No entanto, a saída de Franclim deixa o jogador em uma posição delicada.

"O Danilo Pereira é um segundo atacante, mas na acepção da função do termo, encaixava no desenho porque o Franclim idealmente trabalharia como era aquele Botafogo do Artur Jorge", detalhou Rezende. Ele ressaltou que, embora Danilo Pereira tenha capacidade de finalização, ele não possui as características de um centroavante de ofício, como imposição física na área ou briga com zagueiros. A adaptação do jogador a um possível novo modelo de jogo, caso o Botafogo não defina um norte claro, pode ser desafiadora, pois ele é mais um atacante de dupla, e não um "9" puro.

O ex-scout também abordou a necessidade de um modelo de jogo bem definido para que os reforços funcionem. "Se ele joga sozinho, você está mudando o jeito de atacar, você vai fixar menos a linha de defesa e a dupla de zaga e vai ter um 9 mais estilo Igor Jesus, que vai sair, que vai atrair e abrir espaço para que outras pessoas ataquem o espaço", explicou. Rezende alertou que, sem um desenho tático claro, o clube corre o risco de fazer contratações que não se encaixam na realidade do time em campo, especialmente considerando as características dos pontas atuais, como Lucas Villalba e Júnior Santos, e a situação de Matheus Martins. A incerteza sobre a permanência de Bellão e a falta de um treinador com projeto a longo prazo são fatores que, segundo ele, "não podem ficar ao largo" e exigem uma definição para evitar escolhas equivocadas.

Ler na fonte original (FogãoNET)