Um clima de apreensão tomou conta dos funcionários do Botafogo Futebol e Regatas diante da recente possibilidade de um retorno de John Textor ao comando da SAF. Conforme divulgado pelo jornalista Bernardo Gentile no canal "Arena Alvinegra", a mera aparição do empresário no noticiário do clube, após uma decisão judicial que inicialmente abriu margens para tal cenário, foi suficiente para gerar "sentimento de medo e insegurança" entre os colaboradores.
De acordo com as informações, a atual gestão da SAF não conta mais com nenhum funcionário que veja a volta do empresário norte-americano como benéfica. Textor, que segue em disputa judicial pela liderança da Botafogo Futebol e Regatas S.A., conta com o apoio financeiro de Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis. No entanto, a percepção interna é clara: a maioria prefere manter o trabalho atual, longe de sua influência.
"Em determinado momento houve medo, porque todo mundo está satisfeito com o que está acontecendo, quer que siga nesse caminho, gostariam de continuar trabalhando justamente do jeito que estão trabalhando hoje, sem o Textor", relatou Gentile. Ele acrescentou que a reemergência de Textor no debate causa receio: "Quando o Textor reaparece, o pessoal fica com medo de ele conseguir voltar, ninguém gostaria que ele voltasse". A insatisfação se estende a diversos departamentos, que não desejam retomar ordens ou orientações do empresário, especialmente em um momento delicado como o processo de recuperação judicial.
"Você acha que o departamento jurídico quer começar a receber de novo ordem do Textor? Não quer. Você acha que o departamento de futebol quer voltar a receber orientações do Textor? Não querem, já passou", explicou o jornalista. A preocupação se estende à imagem do clube perante os credores, que associam Textor à criação do "buraco" financeiro. "Quando Textor reaparece, ele gera apenas um sentimento de medo e insegurança. Ninguém mais nutre uma esperança de dias bons se o Textor voltar, isso é página virada, ficou no passado", concluiu Gentile.
Em contrapartida, o presidente do Botafogo social, João Paulo Magalhães Lins, em contato com o "Canal do Anderson Motta", assegurou que John Textor não retornará ao comando da SAF. Ele confirmou que um contrato vinculante para a entrada da GDA Luma como nova controladora já foi assinado, e os trâmites para a transferência das ações estão em andamento, enquanto a SAF prossegue com seu processo de recuperação judicial.
