O Botafogo encerrou a temporada de 2025 com um preocupante recorde: o clube liderou o ranking de lesões na Série A do Campeonato Brasileiro, segundo levantamento do Gato Mestre, braço de estatísticas do GE. Foram 55 casos de baixas médicas ao longo do ano, representando um aumento de 53% em relação a 2024, quando foram registradas 36 lesões. A situação refletiu diretamente na estrutura técnica do time, culminando na saída do técnico Davide Ancelotti, que deixou o clube após discordar da demissão do preparador físico Luca Guerra.
Entre os jogadores, o zagueiro Bastos foi um dos mais afetados, ficando fora de 61 jogos por problemas no joelho esquerdo. Ele ocupou a segunda posição no ranking de ausências por lesão, atrás apenas de Caio Maia, do Atlético-MG, que perdeu 71 partidas. O estudo considerou apenas casos em que o DM (Departamento Médico) vetou a participação do atleta por motivos clínicos, excluindo problemas fisiológicos, casos de covid-19 e atletas poupados.
A alta incidência de lesões no Botafogo em 2025 levantou questionamentos sobre a gestão física do elenco, especialmente após a troca no comando técnico. A diretoria agora busca reestruturar o departamento médico para evitar que a situação se repita na temporada seguinte. A prioridade será garantir a disponibilidade dos atletas para as competições de 2026, quando o clube terá desafios importantes pela frente.
