O presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães Lins, defendeu publicamente a ação judicial movida contra a Eagle Football, que controla a SAF do clube. Em entrevista ao Lance!, ele afirmou que o objetivo da medida é proteger o clube, já que os investidores estrangeiros teriam parado de aportar recursos. Segundo ele, a SAF só consegue honrar seus compromissos graças aos "milagres" da equipe do CEO Thairo Arruda. "Meu objetivo é proteger o Botafogo. Hoje, o Botafogo está vivo por causa da equipe que comanda a SAF. Sob o comando do Thairo, o Botafogo consegue com muito esforço honrar seus compromissos", declarou. João Paulo também criticou a falta de apoio financeiro dos investidores, destacando que a situação pode se agravar se não houver uma solução. "Os investidores estrangeiros entraram em briga e não estão aportando dinheiro no Botafogo. Vai chegar uma hora que o Thairo não vai conseguir continuar fazendo milagres e vamos precisar dos investidores para que os compromissos, feitos por ordem deles, sejam cumpridos", alertou. O dirigente ainda mencionou a gratidão pelo ex-presidente John Textor, mas ressaltou que o clube não pode ser prejudicado. "Quero paz! Adoramos o Textor e somos todos muito gratos a ele. Mas o Botafogo não pode ser prejudicado", completou. A ação judicial pede o ressarcimento de R$ 155 milhões, a nomeação de um interventor na SAF e a proibição de vendas de jogadores enquanto o processo tramita. A SAF do Botafogo já emitiu uma nota repudiando a ação, afirmando que cumpre integralmente suas obrigações.
Presidente do Botafogo justifica ação na justiça contra Eagle: ‘Objetivo é proteger o clube. Investidores não estão aportando dinheiro’
