O acionista John Textor foi pego de surpresa nesta terça-feira (25/11) com a ação judicial movida pelo Botafogo social contra a Eagle Football Holdings. Segundo o jornal O Globo, fontes próximas a Textor revelaram que ele manteve conversas recentes com o presidente do clube, João Paulo Magalhães Lins, em um tom amistoso. No entanto, a SAF do Botafogo acredita que o clube social busca retomar o controle do futebol alvinegro. A ação judicial pede um ressarcimento de R$ 155,4 milhões, a proibição de venda de ativos e a nomeação de um interventor.
João Paulo Magalhães Lins negou qualquer intenção de assumir o controle do futebol ou afastar Textor. Em declaração ao O Globo, ele afirmou: "Não pedi para tomar o clube de volta e nem pedi para tirar o Textor. Gosto muito dele e quero que ele se resolva o quanto antes com os sócios deles. (Mas também) quero que o acordo de acionista assinado em 2022 seja cumprido. Esse depósito de 155 milhões é para garantir a ação. E tem que ser usado para o Botafogo SAF. A Eagle tem que assumir as responsabilidades dela."
A tensão entre o clube social e a SAF se intensifica, enquanto Textor busca resolver suas pendências com os sócios. A situação coloca em xeque a estabilidade administrativa do clube, que recentemente garantiu vaga na Libertadores em 2025. A decisão judicial poderá ter impactos significativos no futuro do Botafogo no cenário esportivo nacional.
