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Textor protesta contra AGE do Botafogo e dispara: “Capítulo vergonhoso”

A conturbada relação societária envolvendo a SAF do Botafogo ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (25), com o empresário John Textor voltando a manifestar sua insatisfação de forma veemente. Em suas redes sociais, Textor protestou contra a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que deliberou sobre o aumento do capital social da companhia, um movimento que, segundo ele, pode levar à diluição da participação da Eagle Football Bidco. O americano classificou a assembleia como um "capítulo vergonhoso" na história do clube alvinegro e reiterou sua posição de que detém 90% das ações, uma interpretação que diverge do processo societário brasileiro, onde a composição atual é de 51% para o Botafogo associativo e 49% para a Eagle.

Em sua declaração, Textor não poupou críticas, voltando a classificar o processo como um "roubo" e questionando os possíveis impactos da operação em sua antiga holding. "Se o Estado de Direito importa no Brasil, esse roubo jamais acontecerá", afirmou o empresário, ressaltando que o termo utilizado é uma acusação pessoal e não uma conclusão judicial. Ele também reforçou sua visão sobre a estrutura acionária, mencionando os resultados esportivos alcançados sob sua gestão. "Continuo sendo o proprietário dos 90%, uma vez que todas as cláusulas essenciais do nosso acordo de investimento foram cumpridas", declarou.

A reivindicação de Textor sobre a propriedade das ações é o cerne da batalha judicial em curso. Embora tenha obtido uma decisão favorável nos Estados Unidos relacionada à propriedade de ações da Eagle Bidco, essa decisão não restaurou automaticamente seu controle sobre a SAF no Brasil. Enquanto isso, a AGE realizada na quinta-feira (24) aprovou a emissão de 200 milhões de novas ações a R$ 0,01 cada, totalizando um aumento de capital de R$ 2 milhões. A SAF justifica a operação como necessária para a recomposição do fluxo de caixa, diante da situação financeira e do processo de recuperação judicial.

Os acionistas têm agora um prazo de 30 dias para exercerem seus direitos de preferência. Com a estrutura acionária atual, o Botafogo teria direito a subscrever 102 milhões de ações, enquanto a Eagle possui direito sobre 98 milhões. Caso a Eagle opte por não subscrever suas ações e o Botafogo adquira as ações remanescentes, a participação da holding poderá sofrer uma diluição significativa, embora a operação ainda não esteja consumada. Vale lembrar que Textor tentou, sem sucesso, suspender a assembleia judicialmente, tendo seu pedido rejeitado e sendo multado por litigância de má-fé. "Espero que esse capítulo vergonhoso na história do nosso clube termine em breve, e que voltemos a buscar títulos", concluiu o empresário. A operação também é vista como um passo importante para a possível entrada da GDA Luma Capital na estrutura acionária.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)