O empresário John Textor, ex-controlador da SAF do Botafogo, manifestou forte protesto nas redes sociais contra a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que aprovou o aumento de capital da companhia. A decisão, que envolve a emissão de novas ações, pode levar à diluição da participação da Eagle Bidco, empresa de Textor, no futuro próximo.
Em sua declaração, Textor classificou a AGE como um "capítulo vergonhoso na história" do clube. Ele reiterou sua posição de ser o proprietário de 90% das ações, mesmo após ter sofrido derrotas judiciais no Brasil. "Se o Estado de Direito importa no Brasil, esse roubo jamais acontecerá. Se o BFR social, ou os botafoguenses, esperam algum dia ser respeitados novamente no mercado de capitais, isso nunca acontecerá", escreveu o empresário.
Textor argumentou que "todas as cláusulas essenciais" do acordo de investimento foram cumpridas e que sua gestão proporcionou ao Botafogo "seu melhor ano em 120 anos", entregando mais do que o prometido. Ele expressou o desejo de que "esse capítulo vergonhoso na história do nosso clube termine em breve, e que voltemos a buscar títulos".
Anteriormente, John Textor havia solicitado a suspensão da AGE, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça do Rio, que ainda o multou por "litigância de má-fé". Os acionistas da SAF possuem um prazo de 30 dias para exercerem seu direito de compra das novas ações. Após esse período, o Botafogo associativo tem a opção de adquirir todas as ações emitidas, o que poderia reduzir drasticamente a participação da Eagle e abrir caminho para a GDA Luma se tornar acionista majoritária.




