A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que visava aprovar o aumento do capital social da SAF do Botafogo transcorreu com mais percalços do que o previsto, conforme relatado por Matheus Medeiros em uma live no canal "Glorioso Play". A reunião, realizada de forma online, enfrentou "obstáculos" que demandaram esforço para serem superados, tornando o processo "não uma assembleia tranquila", segundo o comentarista.
O encontro, originalmente agendado para iniciar às 11h (horário de Brasília), contou com a participação remota do presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães Lins, que acompanhou os debates diretamente dos Estados Unidos. Um ponto crucial foi a definição sobre os direitos políticos da Eagle Bidco, detentora de 49% da SAF. Por força de uma decisão judicial do Rio de Janeiro, esses direitos passaram a ser exercidos pelo Administrador Judicial da SAF.
Apesar das dificuldades, a AGE foi bem-sucedida na aprovação do aumento de capital social em R$ 2 milhões, o que se traduz na emissão de 200 milhões de novas ações. A partir de agora, os acionistas dispõem de um prazo de até 30 dias para exercerem seu direito de preferência na aquisição dessas novas ações. O Botafogo associativo, que detém 51% da SAF, comprometeu-se a adquirir 102 milhões de ações. A Eagle, por sua vez, tem o direito de adquirir as 98 milhões restantes.
Contudo, a expectativa é que a Eagle Football não exerça seu direito de compra, abrindo caminho para que o Botafogo Futebol e Regatas (BFR) assuma a totalidade das ações remanescentes. Essa movimentação tem o potencial de diluir drasticamente a participação da antiga empresa de John Textor na SAF, reduzindo-a a uma fatia mínima, estimada em cerca de 0,04%.




