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Botafogo aprova mudança milionária e futuro da SAF pode virar

Botafogo aprova mudança milionária e futuro da SAF pode virar

O Botafogo deu um passo importante para sua reestruturação financeira ao aprovar, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta quinta-feira (24), o aumento do capital social da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A operação prevê a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias Classe B, cada uma ao preço de R$ 0,01, totalizando um aporte de R$ 2 milhões.

Segundo o clube, a medida visa auxiliar na recomposição do fluxo de caixa, considerando o cenário econômico-financeiro atual e o processo de recuperação judicial. Os recursos também poderão ser destinados ao pagamento de obrigações correntes. Com a aprovação, inicia-se agora o período de subscrição das novas ações, onde os atuais acionistas detêm o direito de preferência por 30 dias.

Atualmente, a composição acionária da SAF do Botafogo é dividida entre o Botafogo associativo, com 51%, e a Eagle, com 49%. Dessa forma, o clube tem a prerrogativa de subscrever inicialmente 102 milhões das novas ações, enquanto a Eagle teria direito às 98 milhões restantes. Caso a Eagle não exerça seu direito de preferência no prazo estipulado, as ações remanescentes poderão ser oferecidas ao Botafogo associativo, que teria a opção de subscrevê-las. A integralização do valor das ações subscritas deverá ocorrer em dinheiro em até três dias úteis após cada subscrição.

A aprovação desta operação traz consigo um potencial impacto significativo na participação acionária da Eagle. Se o Botafogo associativo conseguir subscrever a totalidade das 200 milhões de novas ações, a fatia da Eagle na SAF será consideravelmente diluída. No entanto, o resultado final dependerá do exercício dos direitos de preferência por parte dos acionistas durante o período de subscrição. A AGE ocorreu em meio a uma disputa societária envolvendo John Textor, que tentou, sem sucesso, impedir judicialmente a realização da reunião. A Justiça determinou, inclusive, que os administradores judiciais exercessem os direitos políticos correspondentes às ações da Eagle.

A decisão também se mostra relevante para o processo de transição envolvendo a GDA Luma, liderada por Gabriel de Alba. Embora já exista um acordo vinculante de investimentos, ainda não há um acordo concluído para a aquisição do controle acionário da SAF. Portanto, a aprovação do aumento de capital autoriza a emissão das novas ações, mas não significa a entrada imediata da GDA ou a diluição definitiva da Eagle. Os próximos 30 dias serão cruciais para definir o futuro da estrutura acionária da SAF alvinegra.

Ler na fonte original (Meu Botafogo)