O Botafogo deu um passo significativo na gestão financeira e administrativa ao promover uma verdadeira limpa em seu elenco durante a janela de transferências. O clube registrou a saída de oito jogadores, entre empréstimos, negociações definitivas e rescisões contratuais, resultando em uma expressiva redução de custos na folha salarial. A economia mensal gerada por essas movimentações ultrapassa os R$ 3,59 milhões.
Com essa estratégia, o Alvinegro projeta uma economia anual de aproximadamente R$ 43,08 milhões, considerando apenas os vencimentos dos atletas que deixaram General Severiano. A maior fatia dessa redução veio com a rescisão de contrato do atacante argentino Joaquín Correa, que detinha um dos maiores salários do elenco, cerca de R$ 1,7 milhão mensais, antes de acertar com o Estudiantes.
Outros nomes importantes que contribuíram para o alívio financeiro incluem Chris Ramos, emprestado ao Real Oviedo e com vencimentos de R$ 600 mil por mês, e Bastos, que rescindiu e representava um custo de R$ 380 mil mensais. Léo Link, cedido ao Estrela da Amadora, recebia R$ 320 mil, enquanto Nathan Fernandes tinha um salário de R$ 240 mil. Newton, negociado com o São Paulo, custava cerca de R$ 200 mil mensais.
Completam a lista Raul Steffens, que rescindiu e acertou com o AVS após receber R$ 100 mil mensais, e Caio Roque, cujo empréstimo à Portuguesa se encerrou, liberando R$ 50 mil mensais. Essa reestruturação não apenas diminui os gastos recorrentes, mas também cria uma margem financeira crucial para o clube investir em reforços que se encaixem no planejamento da comissão técnica, sem comprometer o orçamento.




