Ludogorets enviou à FIFA um pedido formal para que o transfer ban imposto ao Botafogo seja mantido. O clube búlgaro, credor da equipe carioca pela contratação do atacante Rwan Cruz, argumenta que a SAF alvinegra não apresentou garantias claras sobre o pagamento da dívida no âmbito da recuperação judicial.
Na manifestação, o Ludogorets destaca que a documentação apresentada pela SAF não demonstra de forma transparente como os valores devidos serão tratados durante a reestruturação financeira. Por isso, defende que, caso a FIFA reconheça os efeitos da recuperação judicial, a medida correta seria suspender temporariamente o processo de cobrança, e não retirar a sanção que impede a contratação de novos jogadores.
Outro ponto levantado refere‑se à negociação da venda da SAF. O clube europeu alega que o Botafogo não informou à FIFA detalhes sobre a possível entrada da GDA Luma, liderada por Gabriel de Alba, que assinou contrato vinculante para assumir 90% das ações da SAF, negociação ainda dependente da conclusão com a Eagle Football. Segundo o Ludogorets, a chegada de um novo investidor pode alterar a capacidade de pagamento das dívidas e deveria ter sido comunicada à entidade máxima.
O transfer ban foi inicialmente aplicado pela FIFA devido a uma dívida estimada em cerca de R$ 10 milhões com o Ludogorets pela contratação de Rwan Cruz. Essa penalidade se soma a outras sanções internacionais que já afetam o Botafogo, que enfrenta um passivo total próximo a R$ 3 bilhões e busca reorganizar suas finanças por meio da recuperação judicial.
Enquanto negocia com credores e aguarda a conclusão da venda da SAF para a GDA Luma, o Botafogo espera uma decisão da FIFA sobre a extensão dos efeitos da recuperação judicial nas punições. A diretoria alvinegra espera flexibilizar os transfer bans para retomar as atividades normais no mercado de transferências, mas a intervenção do Ludogorets pode influenciar o posicionamento da entidade.
