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Último torcedor do Peñarol preso no Rio é solto após confusão

Último torcedor do Peñarol preso no Rio é solto após confusão

O último torcedor do Peñarol detido no Rio de Janeiro em decorrência da confusão ocorrida antes da partida contra o Botafogo, pela Libertadores de 2024, foi liberado. Ruben Ezequiel Rodrigues Acuña, conhecido como "Los Pibes", teve sua prisão revogada após uma decisão judicial favorável em um recurso criminal. A notícia foi confirmada por Jorge Barrera, ex-presidente do clube uruguaio e advogado de Acuña.

"Temos o prazer de anunciar que uma decisão favorável em um recurso criminal resultou na libertação de Ezequiel no Brasil, o único uruguaio que permanecia preso. Agora, trabalharemos para garantir seu retorno ao Uruguai", declarou Barrera em suas redes sociais, agradecendo o apoio de todos que colaboraram para o encerramento deste "triste capítulo". Acuña havia sido condenado a mais de seis anos de prisão por crimes como associação criminosa com uso de arma de fogo, corrupção de menores e incêndio, após a baderna na orla do Recreio dos Bandeirantes.

Centenas de torcedores do Peñarol foram detidos após os incidentes, com 21 deles sendo presos. Ezequiel estava detido desde outubro de 2024. Segundo um de seus advogados, Rodrigo Rey, a estratégia adotada priorizou a liberdade do torcedor, com a substituição da pena. "Conseguimos uma substituição da pena, é uma estratégia mais conservadora, mas prioriza a liberdade. Agora temos que trabalhar em seu retorno ao país", explicou Rey ao portal "Referí", ressaltando que a decisão judicial restabeleceu um "equilíbrio muito necessário" após um critério que ele considerou desproporcional ao crime.

Em entrevista à rádio "Sport 890", o advogado Rodrigo Rey também levantou a possibilidade de xenofobia por parte das autoridades brasileiras e forças de segurança em relação aos torcedores estrangeiros. Ele questionou o rigor aplicado em casos como o de Ezequiel, comparando com a forma como o racismo é combatido. "Quando torcedores do Cone Sul vão ao Brasil, sejam do Racing, do Peñarol ou de outros times, e seus torcedores são espancados e presos, seus jogadores são maltratados e suas famílias são frequentemente agredidas nas arquibancadas, isso não é xenofobia, não é ódio a estrangeiros, não é desprezo pelo que é diferente?", questionou Rey, defendendo que a questão da xenofobia também precisa ser abordada com o mesmo peso crítico.

Ler na fonte original (FogãoNET)