O apresentador Marcelo Barreto, do programa “Troca de Passes” do SporTV, reagiu com ironia às declarações do técnico do Botafogo, Franclim Carvalho, que criticou a imprensa pela forma como noticiou o caso envolvendo o jogador Danilo e a sondagem do Palmeiras. O atleta, após completar seu 13º jogo no Campeonato Brasileiro, selou sua permanência no clube alvinegro, impedindo uma transferência doméstica.
Barreto debochou das falas de Carvalho, afirmando: “Esse é Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, a quem agradecemos pela aula de jornalismo que acabamos de receber. Acabamos de aprender que um jogador convocado para a Seleção Brasileira, que tem interesse de outro clube, pede para não jogar uma partida, é afastado pelo clube na outra, não joga até a Copa do Mundo, volta e está tudo normal. Não tem notícia. Aprendemos hoje com o Franclim Carvalho”. A declaração do apresentador contrapõe a versão de que Danilo não teria sido afastado pelo clube, como sugerido por Alessandro Brito, ex-diretor do Botafogo, que atribuiu as ausências do volante ao receio de lesões antes da Copa do Mundo.
Em outro momento do programa, Marcelo Barreto voltou a alfinetar o treinador botafoguense ao comentar a rescisão contratual do zagueiro Bastos, oficializada na quinta-feira. O defensor não se reapresentou para o segundo semestre, alegando pendências financeiras. "Não sei se o Franclim dá autorização agora para a gente falar do Bastos, que rescindiu o contrato por questões financeiras. Tem que perguntar lá para ele, tem que passar pelo crivo. Infelizmente, nosso chefe de reportagem ainda está lá na entrevista coletiva no papel de treinador do Botafogo. Mas, enfim, tem essa notícia", ironizou Barreto.
O comentarista Carlos Eduardo Mansur, presente na mesa do programa, ponderou que muitos conflitos entre técnicos e jornalistas poderiam ser evitados se os treinadores compreendessem melhor o trabalho da imprensa. "Muitos dos atritos que acontecem são por desconhecimento mesmo do que é o trabalho da imprensa. E é curioso como treinadores gastam tantas horas se relacionando com a imprensa em entrevistas coletivas, porque é parte do trabalho, mas há pouco conhecimento de como esse trabalho funciona, o que permitiria a eles diminuir muito os atritos", analisou Mansur.




