O Ludogorets, clube da Bulgária, entrou com uma contestação formal acusando o Botafogo de distorcer fatos e questionando a validade do processo de recuperação judicial da SAF alvinegra. O objetivo do clube europeu é convencer a Fifa a manter o transfer ban imposto ao Glorioso, decorrente de uma dívida relativa à contratação do jogador Rwan Cruz, ocorrida em 2025.
Ao ingressar como terceiro interessado no processo judicial, o Ludogorets alegou que o Botafogo não teria empenhado os melhores esforços para obter a autorização de pagamento sob a lei brasileira, além de não ter apresentado evidências concretas sobre como a dívida seria quitada em um cronograma de reestruturação. O clube búlgaro ainda utilizou apelações da Eagle Bidco para argumentar que o processo de recuperação judicial é frágil e acusou a gestão alvinegra de omitir a entrada de um novo investidor, a GDA Luma.
Na visão do clube búlgaro, caso a Fifa decida considerar a recuperação judicial, a medida correta seria a suspensão do processo, e não o encerramento do caso ou o cancelamento da punição. Como exemplo, o Ludogorets citou a postura do Vasco, que teria explicado à entidade máxima do futebol mundial a razão de certos credores serem tratados de forma distinta durante a reestruturação financeira.
Entretanto, a tentativa do clube búlgaro encontrou resistência na Justiça. De acordo com informações do perfil de Benjamín Esposito, o juiz responsável pela recuperação judicial determinou o desentranhamento da petição enviada no dia 11 de junho. Na decisão proferida em 15 de junho de 2026, o magistrado afirmou que "ao credor não cabe ingressar nos autos principais para questionar o processamento da recuperação judicial, por não figurar como parte nos autos".
