O Botafogo, que enfrentou desafios para montar listas de relacionados e escalações devido ao limite de nove estrangeiros por jogo nas competições nacionais, não pretende restringir suas opções de reforços por essa questão. A diretoria alvinegra busca otimizar o lado técnico do elenco, priorizando a qualidade e o encaixe dos atletas no perfil desejado, mesmo que isso signifique ultrapassar o número permitido em certas circunstâncias.
Atualmente, o clube conta com 13 jogadores estrangeiros. A saída de Barboza para o Palmeiras e a pouca utilização de Jhoan Hernández, além da condição de quarto goleiro de Loor, diminuem esse número para 11. No entanto, a necessidade de dosar a escalação em alguns momentos já foi percebida pela comissão técnica. A expectativa é que, na próxima janela de transferências, o foco seja em contratações que realmente elevem o nível do time.
Conforme apurado pelo repórter Thiago Veras, da Rádio Tupi, a estratégia do Botafogo é clara: não se prender apenas ao limite numérico. Se a chegada de um jogador estrangeiro for tecnicamente vantajosa, a decisão de utilizá-lo ficará a critério da comissão técnica, jogo a jogo. A prioridade é trazer atletas que possam, no mínimo, competir por uma vaga no time titular, garantindo assim um aproveitamento mais assertivo dos recursos investidos.
"O Botafogo não vai se apegar apenas à questão do limite que tem que ter de estrangeiros para ficar na conta do chá. Se tiver que passar, vai ser opção da comissão técnica para relacionar jogo a jogo", explicou Veras. A ideia é evitar "queimar" uma vaga de estrangeiro com um jogador que não traga um impacto significativo, optando por dar prioridade a atletas brasileiros do elenco nesses casos. A aposta é em reforços que cheguem para agregar valor e serem peças fundamentais no esquema tático da equipe.
